Greve pode tirar 927 mil kwanzas por dia ao CFL

O Caminho de Ferro de Luanda (CFL) pode deixar de arrecadar 927 mil e 500 kwanzas/dia, enquanto durar a greve por tempo indeterminado, decretada para a próxima segunda-feira (14), caso a comissão sindical e a administração não cheguem a consenso.

Angola /
10 Jan 2019 / 15:36 H.

Segundo a Angop, em caso de paralisação de três dias, essa perda pode aumentar para dois milhões, 782 mil e 500 kwanzas.

Em média, o CFL transporta, com 17 comboios suburbanos, seis mil passageiros/dia nos três serviços. Os da primeira classe pagam AKZ 500, da segunda classe AKz 200 e da terceira classe AKZ 30.

Com os 17 comboios em circulação, pelo menos 50 por cento dos passageiros viaja na terceira classe, 30 por cento na segunda e 20 por cento na primeira classe, o que dá uma média diária, em termos de receitas, de um milhão e 50 mil kwanzas.

Em virtude da greve decretada terça-feira (08), em assembleia de trabalhadores, o CFL terá em circulação, a partir do dia 14, apenas dois comboios, sendo um no período da manhã (7h00) Viana/Bungo e outro a tarde (16h00) no sentido Bungo/Viana.

Isso permitirá àquela empresa facturar, apenas, AKZ 122 mil e 500/dia.

As contas feitas, excluem as receitas dos dois comboios semanais interprovinciais, da rota Luanda /Dondo (cada passageiro paga mil e 800 kwanzas) e Luanda/Malanje (custa três mil kwanzas).

Quanto ao impacto social, com os dois comboios a circular, o CFL poderá transportar apenas, em média, 700 pessoas/dia.

Nestes termos, cinco mil e 300 passageiros terão de encontrar transportes alternativos para se locomoverem no percurso Baia/Viana/Bungo.

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