Angola amplia capacidade de produção de enchidos

A indústria de processamento de carnes em Angola, ainda em fase incipiente, pode ser impulsionada com entrada em funcionamento, no próximo mês, de uma fábrica de charcutaria na Zona Económica Especial Luanda-Bengo (ZEEB).

Luanda /
22 Mar 2019 / 09:24 H.

Trata-se de um investimento privado de quatro milhões de dólares, com capacidade para produzir mensalmente 50 toneladas de enchidos que, só em chouriços, calcula-se entre 300 a 350 mil unidades.

Luís Nicácio, o mentor da iniciativa, diz que o projecto responde ao apelo do Governo ao sector privado para se juntar aos esforços de diversificação da economia e da substituição gradual das importações pela produção nacional.

Designada Fábrica de Processamento de Carnes Mestre Akino, a unidade industrial, que ocupa uma área de 860 metros quadrados, começa a colocar no mercado, semanas depois da entrada em funcionamento, produtos de charcutaria com o mesmo nome ( Mestre Akino).

Numa primeira fase, de acordo com Luís Nicácio, o empreendimento vai gerar 52 postos de trabalho, quase todos reservados a jovens angolanos, exceptuando dois a serem preenchidos por especialistas estrangeiros, incluindo uma engenheira alimentar, que vai cuidar da qualidade dos produtos.

O número de trabalhadores, segundo explica o investidor, não vai mais além pelo facto de a fábrica estar dotada de equipamentos de última tecnologia, de origem alemã, aquilo a que se pode chamar “o Rolls-Royc da indústria de processamento de carnes”, como faz questão de sublinhar Luís Nicácio.

Também em fase incipiente, a suinicultura industrial em Angola, notou, está longe de suportar o funcionamento das poucas unidades de transformação de carne existentes no país, o que faz com que os detentores das fábricas recorram à importação de matéria-prima (carne de porco).