Taxa de cedência de resseguro para o exterior cai para 35%

O novo modelo do co-seguro dos petróleos permitiu, logo no primeiro ano de vigência, uma poupança ao Estado de cerca de 150 milhões USD.

Luanda /
24 Mar 2019 / 07:00 H.

A taxa média de cedência ao exterior, em resseguro, que antes andava à volta de 50% reduziu nos últimos anos, variando entre 35 a 40%, afirmou recentemente o Chairman da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG).

Aguinaldo Jaime, que falou durante a abertura do seminário sobre o ‘Seguro e Resseguro da Actividade Petrolífera’, precisou que o organismo que dirige tem, face a conjuntura actual, marcada pela escassez de divisas, incentivado às companhias a implementar medidas de partilha mútua de riscos.

Destacou que o novo modelo do regime especial de co-seguro da petroquímica, liderado pela ENSA desde 2016, que substitui o que vigorou no País por um período de 15 anos permitiu, logo no primeiro ano da sua vigência, uma poupança ao Estado de cerca de 150 milhões USD.

Este valor, segundo o responsável máximo da ARSEG, representa uma redução de 60% em prémios de resseguro, mantendo-se a mesma extensão e qualidade de cobertura de riscos, abrangendo aqueles ligados as OLP - Operating Oil Insurances Programmes, OEE - Operator’s Extra Expenses Programmes e aqueles que têm que ver com o CAR- Construction All Risks.

Aguinaldo Jaime indica também que no segundo ano de vigência do novo modelo, a poupança, em divisas, foi reforçada em cerca de 40%, comparativamente ao ano anterior. “Trata-se de ganhos importantes, que adquirem maior relevância nesta conjuntura de crise e a ARSEG regozija-se por ter dado o seu contributo, modesto para aliviar a grande pressão sobre a nossa balança de pagamentos que o País enfrenta”, disse.

Explica que a aprovação deste novo modelo, que é transitório, visou igualmente dar resposta à obrigação legal, a que todos os players estão adstritos, de contratar os seguros e o resseguro nas melhores condições de qualidade e preço.