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Operadores petrolíferos criam consórcio para dar início à exploração de gás natural

O novo consórcio para a exploração de gás natural é constituído pelas mesmas empresas que integram a estrutura accionista do Angola LNG. A Eni, assume a operação com 25,6%, Chevron 31%, Sonangol Pesquisa e Produção 19,8%, Total 11,8% e a BP 11,8%.

Angola /
28 Out 2019 / 20:10 H.

Os accionistas do Angola LNG assinaram hoje um acordo para dar início à exploração de gás natural para alimentar o processo industrial da fábrica. Desde o arranque da unidade industrial era alimentada com gás associado, que depende do petróleo.

De acordo com Diamantino Pedro Azevedo, Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, o Angola LNG enfrenta neste momento uma situação crítica no que diz respeito ao fornecimento de gás à planta e que poderá levar à sua paragem em 2021 ou 2022.

“O gás associado proveniente da produção petrolífera só seria suficiente para alimentar a planta durante os anos iniciais. Posteriormente, a planta de LNG deverá ser alimentada com os campos de gás não associado que foram concedidos à ALNG na altura da aprovação do projecto, em Dezembro de 2007, e com o gás proveniente da despressurização das capas de gás dos campos de Nemba e Sanha, em Cabinda”, disse o ministro.

Diamantino de Azevedo esclareceu ainda que a formação de um consórcio vocacionado para a pesquisa de gás foi um passo importante na estratégia do lançamento da pesquisa de gás em Angola, mas não mais do que isso: um passo, pelo que espera-se que em 2022 a exploração de gás resultante do novo consórcio evite a paralisação no Angola LNG.

“Continua a ser absolutamente fundamental que o país conheça o melhor possível os seus recursos de gás natural. A avaliação do potencial de gás do país é uma tarefa de elevada complexidade, de longo prazo e custos significativos, pelo que é recomendável que seja realizada por empresas da indústria petrolífera com capacidade técnica e financeira reconhecida”, sublinhou.

Integra a estrutura accionista do Angola LNG a Chevron (36,4%), a Sonangol (22,8%), BP (13,6%), Total (13,6%) e Eni (13,6%).

O Novo Consórcio para a exploração de gás natural é constituído pelas mesmas empresas. A Eni, assume a operação com 25,6%, Chevron 31%, Sonangol Pesquisa e Produção 19,8%, Total 11,8% e a BP 11,8%.

Até ao início de 2018 a legislação petrolífera em Angola era mais orientada para a pesquisa, desenvolvimento e operação de campos petrolíferos, sendo o gás referido numa perspectiva meramente ambiental.

O Despacho Presidencial 7/18, de 18 de Maio estabelece o Regime Jurídico e Fiscal para o gás natural, atribuindo direitos aos investidores que pretendam pesquisar, desenvolver, produzir e vender gás natural, assim como definindo um regime fiscal simples e atractivo para este tipo de investimentos.

De acordo com as regras para a exploração de gás natural, as concessões podem ser atribuídas por adjudicação directa, concurso público e consórcio, que é o que os principais player do sector fizeram para evitar uma nova paralisação do Angola LNG.