OPEP: Angola ‘corta’ produção em 47 mil barris dia até Junho

A medida decorre do acordo da OPEP e terá a duração de seis meses, mas em Abril será feito um balanço. Objectivo é reduzir o desequilíbrio entre a oferta e a procura.

Angola /
11 Jan 2019 / 17:37 H.

Um total de 1,2 milhões de barris de petróleo deixaram de ser produzidos desde 1 de Janeiro pelos países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), no quadro de uma estratégia que tem vindo a ser adoptada desde 2016 para equilibrar os preços do crude no mercado internacional.

Angola, com uma produção de referência de 1,528 milhões de barris (Mbpd) por dia, cortou 47 mil bpd, o que implicará baixar a produção para 1,481 Mbpd. Este ‘corte’ na produção - um ajuste de 3,02% para cada Estado -membro do cartel, foi uma decisão adoptada na 175.ª conferência da OPEP, realizada no início Dezembro de 2018, em Viena, Áustria, após o petróleo ter batido mínimos de 50 USD ao longo de Novembro, Dezembro.

Neste início de ano, a cotação da matéria-prima mantém-se abaixo dos 60 USD por barril após ter atingido 85 USD em Outubro passado. A medida, que terá uma duração de seis meses - e cujos resultados serão alvo de uma avaliação intercalar em Abril - pretende, reduzir o excesso de stocks e o desequilíbrio entre a oferta e a procura. Entre 2014 e 2016, a oferta de petróleo no mundo superou a procura em 1,5 Mbpd armazenados.

No período, a oferta mundial aumentou em 5,8 Mbpd, enquanto a procura cresceu apenas em 4,3 Mbpd. A OPEP é responsável por mais de 40% da produção mundial de petróleo, com uma média diária de 32,7 Mbpd.

No relatório mensal de Dezembro sobre o mercado petrolífero, divulgado quarta-feira em Viena, a OPEP estima que o volume de barris de que o mundo precisará do grupo cairá um milhão de barris/dia face aos 32,4 Mbpd de 2018, uma quantidade inferior em 1,1 Mbpd face a 2017. Estas baixas devem-se à crescente produção rival, sobretudo dos Estados Unidos, já que o crescimento anual da procura de petróleo mantém-se 1,29 Mbpd (1,31%), o que totalizaria 100,8 Mbpd em 2019, depois dos 98,79 Mbpd de 2018.

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