Nova ameaça de Trump à China não assusta Wall Street

Lisboa /
11 Jun 2019 / 09:11 H.

Apesar de o presidente norte-americano ter dito que iria impor mais taxas aduaneiras aos produtos chineses caso Xi Jinping não aceitasse reunir-se na cimeira do G20, o alívio das tensões com o México pesou mais na balança. O índice tecnológico Nasdaq terminou a sessão a valorizar mais de 1%.

A política e o comércio internacional têm ditado o sentimento em Wall Street – e a sessão desta segunda-feira não foi excepção. Apesar de o presidente norte-americano ter dito que iria impor mais taxas aduaneiras aos produtos chineses caso Xi Jinping não aceitasse reunir-se durante a próxima cimeira G20, o alívio das tensões com o México pesou mais na balança.

Os três principais índices de Nova Iorque encerraram as negociações de hoje em terreno positivo, em sintonia as congéneres da Europa (incluindo com a Bolsa de Lisboa). O Dow Jones somou 0,30% (para os 26.062,68 pontos). Na mesma linha, o alargado S&P 500 avançou 0,44% (para os 2.886,04 pontos) e o tecnológico Nasdaq cresceu 1,05% (para os 7.823,17 pontos). Também o Russell 2000 valorizou (+0,44%, para os 1.523,41 pontos).

Em entrevista à “CNBC”, Donald Trump admitiu que avançaria com mais uma ronda de tarifas sobre as importações de Pequim se não chegar a acordo com o seu homólogo chinês nos próximos dias 28 e 29 de junho. “Se não fizermos um acordo, verão um aumento nas tarifas”, referiu o presidente dos Estados Unidos da América, sublinhando, contudo, o “óptimo relacionamento” com Xi Jinping.

As ameaças não chegaram para preocupar os investidores, que ainda reagem de forma positiva ao facto de as taxas aduaneiras aos produtos do México não terem entrado em vigor. As tarifas anunciadas por Donald Trump ao México entravam hoje em vigor se os dois países vizinhos não tivessem chegado a acordo relativamente ao fluxo migratório.

A nível empresarial, destaca-se a fusão entre as duas das maiores empresas aeroespaciais e de defesa dos Estados Unidos, a United Technologies e a Raytheon. Ambas negoceiam no principal índice bolsista norte-americano, mas fecharam com performances distintas. A United Technologies caiu 3,13%, para 128,01 dólares, e a Raytheon subiu 0,69%, para 187,19 dólares.

O petróleo manteve-se com quedas significativas. A cotação do barril de Brent tombou 1,55%, para 62,31 dólares, enquanto a cotação do crude WTI caiu 1,19%, para 53,35 dólares por barril. No mercado cambial, nota para a depreciação de 0,12% do euro face ao dólar (1,1317) e para a desvalorização de 0,31% da libra perante a divisa dos Estados Unidos (1,2694).