Bruxelas veta fusão entre ThyssenKrupp e Tata por temer aumento no preço de aço

A Comissão Europeia vetou a fusão entre a siderúrgica alemã ThyssenKrupp e a indiana Tata Steel, por considerar que a concentração entre as duas empresas reduziria a competitividade e aumentaria os preços de diferentes tipos de aço.

12 Jun 2019 / 10:40 H.

“Sem soluções para debelar as nossas sérias preocupações no âmbito da concorrência, a concentração entre a Tata Steel e a ThyssenKrupp teria resultado em preços mais elevados, pelo que proibimos a fusão para evitar um prejuízo grave às indústrias e consumidores europeus”, sustentou a comissária da Concorrência, Margrete Vestager.

A decisão hoje anunciada resulta de uma investigação aprofundada, lançada pelo executivo comunitário em outubro passado, com vista a avaliar o impacto que uma fusão entre dois dos maiores produtores de aço do Espaço Económico Europeu (EEE) poderia ter na concorrência do sector na União Europeia.

A investigação concluiu que a operação teria reduzido o número de fornecedores disponíveis e provocado um aumento dos preços dos produtos de aço de revestimento metálico e laminado para embalagens, assim como dos produtos em aço galvanizado destinado ao sector automóvel, e que os compradores também não conseguiriam importar de países terceiros para “compensar as potenciais subidas de preços induzidas pelo projecto de concentração”. ~

Em 10 de Maio, o grupo industrial alemão já tinha antecipado o fracasso do projecto de concentração com a Tata, excluindo fazer mais concessões a Bruxelas para conseguir ‘luz verde’ para o negócio e anunciando um “novo programa de reestruturação” que iria suprimir 6.000 postos de trabalho no mundo, 4.000 dos quais na Alemanha.