Bruxelas pessimista sobre crescimento económico de Portugal

A Comissão Europeia (CE) reviu em baixa ligeira as previsões de crescimento da economia portuguesa para este ano devido a uma contribuição mais fraca das exportações. Bruxelas, mostra-se, desta forma, ainda mais pessimista que o Governo português sobre a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019.

07 Fev 2019 / 12:43 H.

Bruxelas identifica ainda como riscos o aumento da incerteza global, com “repercussões negativas nas decisões de investimento das empresas”.

Para 2020, projecta também uma expansão de 1,7%, enquanto para 2018 estima que o PIB se tenha fixado em 2,1%. Relativamente ao último trimestre do ano passado, estima uma expansão económica de 2,1%, consequência de uma menor procura externa.

“Apesar de alguns desaceleração, o crescimento do consumo privado continuou forte, apoiada pela criação sustentada de empregos e crescimento salarial moderado”, salienta, destacando ainda os níveis de investimento. “Ao mesmo tempo, o crescimento das exportações diminuiu substancialmente, embora de uma base alta, refletindo uma procura mais fraca dos parceiros comerciais e da produção em alguns sectores industriais”.

Inflação deverá aumentar ligeiramente

Relativamente à inflação em Portugal, Bruxelas prevê que depois de alguma volatilidade em 2018 – ano em que registou uma média de 1,2% -, acelere ligeiramente para 1,3% este ano e para 1,6% em 2020, impulsionada pelo crescimento dos salários.

A CE explica que a recente recuperação na construção residencial contribuiu para “alguma moderação na inflação dos preços da habitação” para 8,5% no terceiro trimestre de 2018, após um pico de 12,2% no início do ano.

“Os preços das casas prevê-se que moderem ainda mais durante o período de previsão, reflectindo uma recuperação gradual da oferta, juntamente com algum abrandamento na procura externa”, conclui.