Coreia do Sul acolhe exposição de Kiluanji kia Henda

A Gwangju Biennale é composta por uma série de sete exposições em vários espaços da cidade, em que participam cerca de 165 artistas a representar 43 países, com o tema “Imagined Borders” (fronteiras imaginadas).

Neste contexto, Kiluanji kia Henda foi convidado a apresentar “Concrete Affection – Zopo Lady”, uma obra realizada em 2014 e que tem circulado por várias galerias em exposições, desde então. Inspirada no primeiro capítulo do livro do jornalista e escritor polaco Rychard Kapuscinsky, “Another Day of Life” (Mais um Dia de Vida – Angola 1975”, esta é uma instalação de vídeo que retracta a arquitectura moderna de Luanda, tendo como referência o período histórico em que a capital foi completamente abandonada por milhares de pessoas – na sua maioria portugueses e angolanos brancos -, como consequência da Independência de Angola e a longa guerra civil que se seguiu.

Ainda na Coreia do Sul, integrado na Busan Biennale, no Museu de Arte Contemporânea de Busan, Kiluanji kia Henda apresenta a instalação “Ilha de Vénus” e uma série de fotografias intitulada “Homem Novo”, integradas na Busan Biennale, também na Coreia do Sul.

O artista angolano pretende reflectir sobre os “sentimentos e condicionamentos provocados pela divisão de territórios, nas mentes das pessoas em geral e nas dos artistas em particular”. A instalação “A Ilha de Vénus” – apresentada também este ano na galeria Hangar, em Lisboa – é composta por uma ilha formada por blocos de cimento e rodeada por um chão negro.

Kiluanji kia Henda está a participar também na segunda edição da Yinchuan Biennale no Moca (Museum of Contemporary Art), na China, que se estende até final deste mês, em Macau e as suas obras ficarão patente no Te Tuhi Art Center, até 21 de Outubro.

 

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