Refinarias podem acoplar plantas petroquímicas

Por: Fernando Baxi 

As refinarias angolanas poderão concluir unidades petroquímicas no sistema operacional, no âmbito do processo de reestruturação das infra-estruturas em curso, garantiu o ministro dos Recursos Naturais e Petróleos, Diamantino Azevedo, num encontro recente em Luanda, no qual foi analisado o estado actual do sector petrolífero no País.

Os respectivos dispositivos industriais permitirão a diversificação dos derivados do crude em Angola.Pois, “como se sabe, do petróleo não deriva só o combustível, também é importante para a indústria petroquímica”, afirmou Diamantino Azevedo, em resposta a uma questão formulada por um engenheiro da Sonangol.

Apesar de ainda se desconhecer o parceiro (externo) com qual o Ministério dos Recursos Naturais e dos Petróleos vai contar para instalar as unidades petroquímicas, dados apontam que a petrolífera italiana ENI será a responsável pela execução do projecto. Aliás, técnicos angolanos estiveram em Itália a convite da empresa em causa. A multinacional italiana, fundada pelo governo da Itália em 1958, financiou a reestruturação da Refinaria de Luanda (Petrangol), num montante avaliado em USD 220 milhões.

Espera-se que a infra-estrutura aumente a capacidade instalada. Face ao investimento do consórcio italiano, a Refinaria da Petrangol, como indicam dados oficiais concedidos pelo PCA da Sonangol, terá uma capacidade de produção de 1.200 toneladas métricas por dia, contra as 280 produzidas antes da reestruturação.

As 280 toneladas métricas produzidas diariamente cobriam apenas 5,6% das necessidades do mercado, quando são necessárias perto de 5 mil toneladas por dia.

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