Produção de aço garante sustentabilidade do mercado

Por: Fernando Baxi

O mercado do aço é controlado por empresas locais, inclusive exportam o excedente para alguns países africanos, tais como: República Democrática do Congo (RDC), Ruanda, Mali, Gabão, Costa do Marfim e Gana.

Tais indicadores sinalizam que o País atingirá a auto-suficiência antes do previsto (2020) e pode ‘aliviar’ a dependência sobre o petróleo. Dados do Ministério da Indústria apontam que Angola produz 600 mil toneladas de aço por ano, razão pela qual está proibida a importação de varão de aço. A restrição dura mais de quatro anos.

Um dos maiores produtores de aço no País é a ADA – Aceria de Angola, cujo projecto siderúrgico está avaliado em cerca de 300 milhões USD.  A unidade fabril localizada na Barra do Dande, província do Bengo, ocupando uma área de 150 mil metros quadrados, foi concebida para produzir cerca de 300 mil toneladas de varão, malha electro-soldada, lingote e fio-máquina.

A empresa, constituída com 50% de capital derivado do BPC e 50% estrangeiro, pretende alcançar a capacidade instalada de um milhão de toneladas por ano, a partir de 2019, como prometeu Georges Choucair, presidente do conselho de administração da ADA, em declarações à imprensa, tendo ainda dito que o País tem uma siderurgia de dimensão mundial.

Com 560 trabalhadores, dos quais 90 são expatriados, a unidade fabril angolana, voltada para a indústria siderúrgica, tem certificação internacional, permitindo-lhe exportar produtos para qualquer mercado a nível mundial.  Aliás, a tecnologia utilizada pela ADA é proveniente da Itália, considerada de última geração, tendo custado cerca de 150 milhões USD.

Apesar de mirar outros mercados africanos, a RDC é o preferencial, quanto à exportação, como se pode perceber das declarações proferidas por Georges Choucair à comunicação social.  “O Congo Democrático representa um parceiro estratégico importante, dado o acesso fronteiriço, a dimensão do país e a complexidade da sua infra-estrutura”, afirmou o homem forte da indústria do aço em Angola, confiante na entrada no maior mercado da África Central.

A produção de aço naquela unidade fabril depende da recolha de sucatas, tendo recrutado mais de 3 mil empregados (jovens) responsáveis para a colecta, a fim de garantir a matéria-prima.

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