Petróleo produzido em Malongo é mais valioso e atrai americanos

Por: Fernando Baxi 

O petróleo extraído do Bloco 0, no offshore de Malongo, na província de Cabinda é o mais caro do crude produzido no País, sendo vendido a prémio, soube o Mercado da informação divulgada pela Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol).

Face à qualidade e também por ser leve, o crude produzido em Malongo, nos campos Nemba e Palanca, é apropriado para produção de gasolina, facto que o leva ter uma aceitação ‘privilegiada’ na indústria petrolífera dos Estados Unidos da América, de referência WTI (West Texas Intermediate), o padrão do mercado norte-americano. Quanto às propriedades, o petróleo extraído do Nemba é leve e doce (38.7º API e 0.19% de enxofre).

O palanca blend, produzido em cinco concessões, também é leve e doce (37.2º API e 0.18% de enxofre). A qualidade do ouro negro de Malongo assemelha-se ao WTI, referência dos EUA, América do Sul e Médio Oriente.

O West Texas Light Sweet (como é igualmente designado o crude do tipo WTI), também serve de referência à produção petrolífera de parte da África Ocidental, diz a Sonangol. Os campos de produção Kuito e Cabinda, como relata a petrolífera nacional, geram crude de qualidade densa cujo preço é mais baixo, comparativamente ao de Malongo.

Grande parte do ouro negro extraído do poço Cabinda, região mais a Norte de Angola, é exportado para a China, por ser próprio para produção de óleo combustível. O crude oriundo do poço Kuito é vendido aos países do Médio Oriente. Apesar da densidade deste produto energético, a procura industrial naquela zona tem crescido.

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