Petróleo: Preço médio deverá descer para 72 dólares até final do ano

O preço do petróleo deverá descer para uma média de 72 dólares por barril Brent até ao final deste ano e recuar para os 69 dólares em 2019, segundo um estudo da Cosec/Eulersta divulgado nesta segunda-feira.

De acordo com as conclusões do estudo “Oil – Beyond Geopolitics” da Euler Hermes, accionista da seguradora de créditos Cosec, após “um começo de ano em que o contexto geopolítico exerceu alguma pressão nos preços” do petróleo, “o pico do ciclo económico poderá ter sido ultrapassado, esperando agora uma descida nos preços”.

“O risco agravado pelas condições geopolíticas poderá diminuir assim que os fluxos de mercado se tornarem mais perceptíveis, o que indica que o pico dos preços poderá começar a decrescer”, sustenta, avançando que, “até ao final de 2018, o principal cenário apresenta uma média de 72 USD [dólares] por barril Brent, com base no crescimento sustentado da procura conduzido pela força económica global (1,6 mil barris por dia e 3,3% de crescimento do Produto Interno Bruto global em 2018)”.

Para 2019, o estudo aponta uma queda do preço médio para os 69 USD por barril. O preço do barril de petróleo Brent, para entrega em setembro, abriu em alta no mercado de futuros de Londres, a valer 73,23 dólares, mais 0,02 % do que no fecho da sessão anterior. Referindo que as empresas de determinados sectores estão actualmente “numa situação de custos de produção acrescidos, nomeadamente na área das especialidades químicas, companhias aéreas, transportadoras, transporte terrestre, minas e indústria transformadora pesada”, o estudo prevê que “através do poder de fixação de preços estes sectores consigam manter margens sustentadas, em especial nos segmentos de especialidades químicas, nichos dos sectores da maquinaria e alguns segmentos metalúrgicos”.

Segundo a Cosec/Euler Hermes, os preços do petróleo acima dos 75 USD por barril Brent aumentam, por sua vez, “as perspetivas de viabilidade, adoção, desenvolvimento e financiamento de energia alternativa, novas tecnologias e processos de substituição”, podendo estes setores “emergir com novas forças após um período durante o qual os fracos preços do petróleo forçaram a eficiência e o foco na sustentabilidade financeira”.

 

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