Estudo revela aspectos negativos sobre petróleo

Um estudo sobre o impacto do preço flutuante do petróleo nas receitas dos governos da região da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) revela aspectos negativos que o País enfrenta na exploração e comercialização de petróleo.

Desenvolvido no ano passado pelo Fórum Africano e Rede sobre Dívida e Desenvolvimento (Afrodad), o estudo acabou por ser disponibilizado à imprensa na terceira “Conferência nacional dos recursos naturais”, promovida pelo grupo de organizações da sociedade civil, em parceria com o instituto para a cidadania – Mosaiko.

Segundo os analistas, apesar do período de prosperidade que o país viveu e todos os demais benefícios proporcionados pela exploração e comercialização de petróleo, a economia está exposta à vulnerabilidade, devido às flutuações dos preços mundiais do petróleo.

O relatório refere que a área com maior concentração de reservas provadas, a província de Cabinda, está atormentada com um conflito separatista e que Angola é classificada como uma nação muitas vezes flagelada onde as receitas do petróleo levam à valorização da moeda, excluindo outros bens comercializáveis, tornando a capital do país, Luanda, uma das cidades mais caras do mundo.

Actualmente, avança o Jornal de Angola, o país tem uma população de 28,8 milhões de pessoas, 50% com menos de 18 anos de idade, causando uma grande proporção de dependência.

A economia está fortemente ligada às exportações de petróleo e gás. Entre 2008 e 2015, o petróleo contribuiu, de forma consistente, para o total das exportações mantendo uma contribuição contestante de 95 e 98% das exportações totais.

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