ENI anuncia “marco significativo” em Moçambique

O casco da plataforma flutuante de exploração de gás natural do Norte de Moçambique começou esta quinta-feira a ser construído e representa “um passo significativo” para o projecto, anunciou a petrolífera italiana Eni, uma das líderes do consórcio.

A Eni e os parceiros da Área 4 participaram esta quinta-feira numa cerimónia alusiva ao evento nos estaleiros da Samsung Heavy Industries (SHI) da ilha de Geoje, na Coreia do Sul. A cerimónia foi presidida pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Max Tonela, 15 meses após o lançamento do Projecto Coral Sul, “demonstrando o compromisso dos parceiros da Área 4 em iniciar a produção de gás natural liquefeito (GNL) em finais de 2022”, acrescentou a distribuidora.

O casco terá a função de acomodar todas as instalações de armazenamento de substâncias que serão processadas e produzidas na fábrica, entre elas o GNL e os condensados. Além dos tanques de armazenamento, estarão instaladas algumas das salas eléctricas, de instrumentação e áreas mecânicas, bem como todos os sistemas marítimos relacionados com o manuseamento de cargas.

“Espera-se que a FLNG esteja concluída até finais de 2021 e que o início da produção de gás aconteça a partir de 2022”, informou a Eni no comunicado desta quinta-feira. A Eni é a operadora delegada para o projecto FLNG das jazidas Coral Sul, o primeiro que irá rentabilizar os recursos de gás “de classe mundial”, referiu a Eni, descobertos na Área 4, cerca de 40 quilómetros ao largo da costa da província Norte de Cabo Delgado, Moçambique.

 

 

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