Angola/China: Negociações de cooperação financeira adiadas

Angola e China concordaram em adiar para o final de setembro as negociações onde se vai vai definir um novo quadro geral de cooperação financeira.

Segundo Manuel Augusto, ministro das Relações exteriores que esteve em Pequim a acompanhar João Lourenço, no III Fórum de Cooperação China-África, esclareceu que, à margem da cimeira, não devem ser assinados acordos no sector financeiro e indicou que se está na fase final das negociações, que permitirão concluir o acordo em breve.

No dizer do chefe da diplomacia angolana, a presença na capital chinesa pela segunda vez consecutiva em menos de um mês do ministro das Finanças, Archer Mangueira, é prova do empenho das duas partes.

“É possível que este acordo (sobre a definição do quadro geral de cooperação financeira) seja assinado na China ainda este ano”, disse, salientando que Pequim está disposta a financiar projectos em África, mas uma das contrapartidas, tal como definiu o seu Presidente, é a transparência nos países que queiram concorrer a esse financiamento.

A participação ao mais alto nível de Angola na FOCAC tem em vista culminar as negociações para uma nova linha de crédito chinês de 11.000 milhões de euros, destinados ao financiamento de vários projectos.

Entre eles está a negociação dos termos para um empréstimo de 1.282 milhões de dólares (1.098 milhões de euros), montante destinado a pagar até 85% do valor do contrato para a concepção, construção e acabamento do novo aeroporto internacional que está a ser construído a 30 quilómetros de Luanda por várias empresas chinesas.

Através do banco estatal chinês, que apoia a importação e exportação do país (Exim Bank), Angola está também a negociar empréstimos de 690 milhões de dólares (600 milhões de euros) para a construção da marginal da Corimba (Luanda).

 

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