Petrolífera SOCO vende participação em Angola e deixa exploração em África

Em causa está a venda da participação de 85% que a petrolífera tem na subsidiária SOCO Cabinda, que por sua vez tem uma quota de 17% no bloco de produção petrolífera Cabinda Norte, operado desde novembro pela multinacional italiana ENI, em fase de exploração.
O negócio, de acordo com informação disponibilizada hoje pela SOCO, consultada pela Lusa, deverá ser concretizado até 31 de julho e depende ainda da aprovação das autoridades angolanas.

“A venda dos interesses da SOCO no bloco Cabinda Norte reforça o nosso compromisso com a racionalização da carteira de investimentos, que constitui uma parte fundamental da estratégia do grupo. Esta transação completa os nossos planos previamente anunciados de alienar todos os nossos atuais interesses africanos”, explicou Ed Story, presidente e diretor-executivo da SOCO.

De acordo com a informação anterior da italiana ENI, trata-se de um bloco localizado numa “pequena bacia petrolífera” de Cabinda, cuja produção aquela petrolífera “pretende alavancar”, através do conhecimento “adquirido em atividades numa área vizinha na República do Congo”.

“No caso de descobertas significativas, a produção será facilitada pela infraestrutura existente”, explica em novembro a petrolífera italiana.

O acordo para esta venda segue-se a um outro, anunciado no final de junho, para a venda da participação que a SOCO tem no bloco Lidongo/Viodo/Lideka/Loubana, em exploração na República do Congo, à Coastal Energy, por 10 milhões de dólares (8,5 milhões de euros).

Além destas participações, em fase de alienação, a SOCO International, participa numa operação de prospeção de petróleo no Vietname.

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