Investimento na agricultura reduz défice

Os investimentos públicos e privados que estão a ser feitos no sector da Agricultura permitem antever a supressão do défice da produção interna dos principais produtos da cesta básica no fim dos próximos cinco anos, afirmou no Luena, o ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Nhunga.
“Os indicadores mostram que, ano após ano, o sector da Agricultura tem vindo a aumentar os seus rendimentos, principalmente, na agricultura familiar, mas, também, no sector empresarial, que está a contribuir de forma muito decisiva para o aumento da produção nacional”, disse.
Marcos Nhunga, que falava aos jornalistas à margem do primeiro Conselho Consultivo do Ministério da Agricultua e Florestas, que decorre desde ontem na cidade do Luena, revelou que, em relação aos cereais, o país tem um défice de produção de mais de 50 por cento.
De acordo com o ministro da Agricultura, o país precisa de cinco milhões de toneladas de cereais por ano para poder suprir as necessidades alimentares e de fabrico de ração animal. Neste momento, prosseguiu, produz pouco mais de dois milhões de toneladas, reforçou.
“Olhando para o número de empresários do sector, que aumenta ano após ano, e tendo em conta os apoios do Executivo, acreditamos que, nos próximos cinco ou dez anos, o país vai suprir o défice de produção da maior parte dos produtos que integram a cesta básica”, reiterou o ministro.
Para garantir que o país produza a maior parte dos produtos que constituem a cesta básica, informou que o Executivo chamou a si a responsabilidade de baixar os custos de produção, facilitando o acesso aos chamados factores de produção, que incluem os fertilizantes, insecticidas e sementes.
Sem prejuízo para o sector empresarial agrícola, referiu que  os apoios do Executivo incidem,fundamentalmente,  sobre a chamada agricultura familiar que, no caso de Angola, responde por 80 por cento da produção nacional.

 

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