Semente importada não cobre 50% das necessidades

Luanda /
25 Mar 2019 / 09:35 H.

Ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Alexandre Nhunga, apela aos empresários angolanos ligados ao sector agrícola a estabelecerem parcerias com empresários de países da região com processos produtivos avançados.

A quantidade de sementes que Angola importa anualmente não satisfaz 50% das necessidades dos produtores que garantem a segurança alimentar, segundo informou, o ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Alexandre Nhunga, ao discursar na mesa redonda sobre diálogo político em produção, disponibilidade e acesso dos agricultores a sementes melhoradas para o fomento agrícola em Angola, no âmbito do Projecto de Desenvolvimento de Competências para a Inovação dos Sistemas Agrários (CDAIS).

No entanto, o governante, citado pelo Jornal de Economia e Finanças, tranquiliza que o sector vai trabalhar com empresários em parceria com a FAO e a União Europeia para inverter o quadro. O ministro explicou que há necessidade de se criar um empresariado agrícola angolano proactivo, que estabeleça parceria com homens ligados ao mesmo ramo em países como o Zimbambwe, África do Sul, Zâmbia e outros com autonomia nesta actividade e consequentemente garantir robustez no sector produtivo.

Marcos Alexandre Nhunga informou que Angola importa cerca de 95% da semente utilizada para implementar a actividade agrária, factor que tem comprometido os indicadores produtivos e a colheita de alimentos de qualidade.