Inteligência Artificial pode potenciar ataques cibernéticos

Relatório da PandaLabs prevê que Inteligência Artificial ajude a melhorar empresas, mas ao mesmo tempo deixa-as sujeitas a uma nova geração de ataques informáticos inteligentes.

Europa /
09 Fev 2019 / 10:49 H.

Um relatório anual divulgado pela PandaLabs referente ao ano de 2018 dizia que em cada mês do ano passado foram detectados mais de 2,4 milhões de ficheiros de malware e mais de nove milhões de ligações URL fraudulentas bloqueadas, avança o jornal espanhol “El Economista”.

A companhia informática destaca que existem várias formas como podemos ser atacados na internet. A forma mais tradicional é através do malware, em que se utilizam “cavalos de tróia”, ainda assim as novas técnicas continuam a crescer a grande ritmo, como “sem ficheiro de malware”. Esta nova técnica deve-se à dificuldade de detectá-los nos ataques cibernéticos, estejam associados ao Estado ou não.

A PandaLabs revela que o conceito de soberania digital é um tema destaque em 2019, que se vai estender à segurança. França é um dos países que já está a proteger-se. Com o avanço francês, a empresa estima que a tendência vai avançar por toda a Europa em 2019, criando um quarto bloco que irá ficar contra o bloco americano, chinês e russo. A empresa afirma, no entanto, que se vai verificar um aumento de ataques na cadeia de suprimentos, categorizado como um dos ataques mais perigosos.

A inteligência artificial vai, ainda, dar bases aos atacantes para lançar vírus no mundo cibernético. Este uso pode ser explicado pela democratização dessas ferramentas e pela disponibilidade de informação sobre os produtos de segurança, o que acaba por permitir o desenho de algoritmos que descobrem, de forma automática, novas formas de ataque. Desta forma, o relatório prevê que a Inteligência Artificial vai ajudar a melhorar empresas, mas ao mesmo tempo deixa-as sujeitas a uma nova geração de ataques informáticos inteligentes. Os principais motivos para a fragilidade do sistema são dois: a segurança padrão dos dispositivos que “deixa muito a desejar” e os dispositivos são difíceis de actualizar, e como os utilizadores não sabem como o fazer, o nível de protecção acaba por ser menor.

As chamadas “fake news” podem ser um dos veículos que permite a entrada destes vírus no sistema. As informações e opiniões que as pessoas divulgam nas redes sociais, como Facebook, Twitter e LinkedIn, podem ser analisadas pelos hackers e permitir o desenvolvimento de ataques informáticos.

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