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Cambio livre reduz para 26,5% diferença entre taxa oficial e paralela

Nesta terça-feira, o comparativo entre a taxa praticada pelo banco central e o mercado informal foi de 26,5%, isto é, 3,5 pontos percentuais abaixo do praticado no fim do primeiro semestre (30%)

Luanda /
29 Out 2019 / 22:11 H.

Cinco dias após a decisão do Comité de Política Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola (BNA) de liberalizar a taxa de cambio, já se assiste a uma melhoria no diferencial cambial entre o oficial e o paralelo.

Nesta terça-feira, o comparativo entre a taxa praticada pelo banco central e o mercado informal foi de 26,5%, isto é, 3,5 pontos percentuais abaixo do praticado no fim do primeiro semestre (30%), altura em que o Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendava a redução deste fosso. O ajuste ora alcançado, traduz a concordância entre as reformas macroeconómicas e as orientações do FMI.

Importa salientar que a diferença entre a taxa oficial e a paralela chegou a atingir os 150% em 2017. A expectativa de ambas instituições apontam para uma taxa “justa” a ser definida pelo próprio mercado.

Volatilidade precede equilíbrio

A estabilidade macroeconómica está a ser precedida por momento de tensões microeconómica, segundo apontam analistas, seja pela volatilidade da taxa de cambio, seja pela especulação de preços por parte dos agentes económicos.

Perante este facto, o governador do BNA, José de Lima Massano, adverte não haver razões para os agentes económicos, em particular os importadores, preocuparem-se uma vez que para os próximos 90 dias as importações estarão asseguradas pelas cartas de créditos, ou seja, o pagamento será feito após a chegada da mercadoria em solo nacional.

“O CPM decidiu encurtar o prazo de liquidação de cartas de crédito abertas ao abrigo de plafonds atribuídos pelo BNA, podendo o importador proceder ao seu pagamento tão logo apresente os documentos comprovativos da entrada da mercadoria em território nacional” lê-se no relatório da última reunião do CPM.

Para conter a subida generalizada dos preços, Massano avançou que CPM decidiu ajustar de 17% para 22% o coeficiente de reservas obrigatórias para moeda nacional. Com esta medida se pretende enxugar o excesso de moeda em circulação e mitigar os efeitos da inflação.