Venezuela prolonga intervenção administrativa no banco Banesco

O Governo venezuelano decidiu prolongar mais 90 dias a medida de intervenção administrativa no Banesco Banco Universal, um processo que deverá terminar a 9 de outubro.

A medida foi aprovada pela Superintendência das Instituições do Sector Bancário da Venezuela (Sudeban) e a resolução foi publicada na Gazeta Oficial que circulou esta terça-feira em Caracas com data de 2 de agosto de 2018.

Em justificação, a Sudeban diz que a medida por não ter terminado a avaliação de possíveis actividades suspeitas nas operações que realizam os clientes do banco e possuir empresas relacionadas e clientes com relações comerciais com países em jurisdições e zonas geográficas consideradas como de alto risco para as autoridades venezuelanas, como a Colômbia e o Panamá.

O Banesco Banco Universal foi alvo, a 3 de maio, de uma medida de intervenção administrativa do Governo anunciar a operação “Mãos de Papel” que terá detectado, que pessoas naturais e jurídicas adquiriam divisas (moeda estrangeira) que comercializavam depois através das redes sociais e páginas web. Após essa intervenção foram detidos 11 altos funcionários libertados 20 dias depois, sob medidas cautelares como a proibição de saída do país e o regime de apresentação periódica às autoridades.

Juan Carlos Escotet, presidente do Banco já reagiu ao prolongamento da intervenção, que diz não ter fundamento legal. “Recebemos com absoluta perplexidade a prorrogação da intervenção, pois nos parece absurda, injusta e sem fundamento legal. escreveu na sua conta na rede social Twitter.

 

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