Privatização da Cabo Verde Airlines concluída ainda este ano – ministro

“O contrato (com a Icelandair), que foi assinado em agosto do ano passado, é de um ano prorrogável. Já estamos a chegar ao fim, mas neste momento estamos a proceder a privatização da Cabo Verde Airlines, uma vez estando na fase de privatização, já não haverá necessidade de contrato de gestão”, afirmou José Gonçalves.

O ministro, que falava aos jornalistas, na cidade da Praia, após um encontro com uma delegação da Aviação Civil da Nigéria, disse ainda que a privatização da companhia aérea pública Cabo Verde Airlines (TACV) ficará “absolutamente” concluída ainda este ano.
A TACV está em processo de reestruturação, tendo o Governo assinado com o grupo islandês Icelandair um contrato de gestão, de forma preparar a empresa para a privatização.

A companhia começou a operar com dois aviões da Icelandair em novembro e, aquando da assinatura do acordo de gestão, em agosto, o Governo cabo-verdiano anunciou que a frota da empresa iria receber até ao final deste ano mais três aviões.

O ministro adiantou também que, a partir de quinta-feira, toda a tripulação dos aviões alugados à Icelandair passa a ser cabo-verdiana.
José Gonçalves explicou que até agora a Cabo Verde Airlines tem estado a operar num regime em que tripulantes e aviões são alugados (Wet Lease), mas agora só o aparelho que passará a ser alugado (Dry Lease).

A delegação da aviação civil nigeriana está em Cabo Verde para analisar e acelerarem o processo de certificação da Cabo Verde Airlines, para que a companhia aérea pública cabo-verdiana possa começar a realizar operações na Nigéria, o que deverá acontecer a partir de outubro, conforme previsão de José Gonçalves.

O ministro disse que, com base nas operações na ilha do Sal, a TACV pretende ligar várias cidades e pontos importantes do continente africano e Lagos vai ser uma das “cidades importantes” para essa operação.

Ainda esta tarde, as agências de aviação civil dos dois países vão assinar um memorando de entendimento para formalizar os procedimentos com vista ao início das operações da TACV na Nigéria, prosseguiu o ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde.
O ministro avançou ainda que os voos entre Praia e Luanda serão retomados “mais cedo”, através da companhia angolana TAAG, que já fazia os voos anteriormente.

Com um passivo acumulado de mais de 100 milhões de euros, a companhia, que mudou a sua base operacional da capital cabo-verdiana para a Ilha do Sal, assegura agora apenas as ligações internacionais, depois de ter sido cedido à Binter Cabo Verde o mercado doméstico.

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