Brasil quer utilizar comércio electrónico para exportar alimentos para a China

A reforma e a abertura da China ao longo das últimas quatro décadas foram “extremamente bem-sucedidas”, disse à agência de notícias Xinhua o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

“O processo iniciado em 1978 foi fundamental para a modernização comercial, económica e industrial da China. Em 40 anos, deu origem a uma economia forte e ao maior parceiro comercial do mundo”, disse Roberto Jaguaribe, também ex-embaixador do Brasil na China.

Jaguaribe elogiou a iniciativa recém-anunciada por Pequim de incentivar os seus parceiros comerciais a exportarem mais para a China, dizendo que a iniciativa é duplamente importante, pois o comércio mundial está a atravessar um período difícil devido ao ressurgimento do protecionismo e à ameaça de uma guerra comercial.

Em 2009, a China tornou-se o maior parceiro comercial do Brasil e actualmente é um dos principais investidores no Brasil, nomeadamente nos sectores de energia, minerais e alimentos.

“A procura da China por alimentos vai aumentar e o Brasil é o melhor país do mundo para satisfazer essa necessidade”, disse.

A Apex-Brasil prevê enviar uma delegação à primeira Exposição Internacional de Importações da China, que se realiza em Xangai em Novembro, indo aproveitar a sua presença naquela cidade para apresentar novos produtos brasileiros.

“Existem vários produtos industriais e alimentares, incluindo alimentos pouco conhecidos na China, caso de frutos como o açaí e o cupuaçu, que têm forte potencial para penetrar no mercado asiático”, disse Jaguaribe.

Comentários