Brasil deve dar prioridade à China em termos comerciais

O governo do Brasil deve propor um acordo de cooperação de longo prazo que dê prioridade à China relativamente a todos os outros parceiros comerciais, foi uma das conclusões da primeira jornada do seminário Brasil-China, organizado pelo jornal Folha de São Paulo.

O seminário teve o patrocínio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), da distribuidora Caoa Chery e do Banco Modal e o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) do Brasil.

Roberto Brant, presidente do Instituto CNA da Confederação de Agricultura e Pecuária, disse que os interesses dos dois países devem convergir cada vez mais, o “que torna mais necessária a cooperação a longo prazo”.

“A China terá necessidade de aumentar as importações por restrições físicas e pelo facto de que a sua estrutura agrícola impede que haja um grande crescimento da produção no futuro”, disse ainda Roberto Brant.

Eduardo Leão, director executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), reforçou a importância do apoio da iniciativa privada num acordo como o proposto, dizendo que a actuação conjunta do governo e das empresas torna o Brasil mais forte para dialogar com a China.

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