Microcrédito em Cabo Verde tem de crescer em “bases sustentáveis”

O governador do Banco de Cabo Verde (BCV) considerou que o sector do microcrédito no país tem de crescer em “bases sustentáveis”, entendendo que as instituições deverão ser “financeiramente sólidas e autossuficientes”.

João Serra, que falava na abertura do primeiro fórum sobre microfinanças, na cidade da Praia, disse ainda que, para que o setor do microcrédito melhore e perdure, é “absolutamente necessário que as suas instituições sejam corretamente geridas”.

“É imprescindível que constituam fundos rotativos e lucrativos, para que não permaneçam na dependência eterna de financiamentos a fundo perdido ou ponham em causa a sua continuidade”, salientou.

O governador do banco central considerou também que é “absolutamente necessária” uma “correta política” de microcréditos no país, sem “incentivos perversos”, mas acompanhada de outras medidas, nomeadamente a formação, visto tratar-se de um público-alvo com baixo nível de escolaridade e de literacia financeira.

“O êxito dos programas de microcrédito no combate à pobreza dependerá, portanto, também da capacitação das pessoas nas técnicas e ferramentas básicas de gestão e na elevação dos seus níveis de literacia”, reforçou.

 

 

Comentários