Tempo - Tutiempo.net

Preços sobem menos em Agosto mas custo de vida agrava 10%

Em termos homólogos a variação situa-se em 17,90%, registando um decréscimo de 1,08 p.p em relação à observada em igual período do ano anterior

Luanda /
14 Set 2019 / 12:19 H.

Os preços dos principais bens e serviços registaram uma variação de 1,47% em Agosto, a segunda maior depois de Julho, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Na base deste aumento está o aumento verificado nos serviços e produtos associados a saúde.

A classe “Saúde” foi a que registou o maior aumento de preços com 2,44%. Destacam-se também os aumentos dos preços verificados nas classes “Bebidas Alcoólicas e Tabaco” com 1,86%, “Lazer, Recreação e Cultura” com 1,82% e “Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis” com 1,80%.

De Janeiro a Agosto, os preços dos principais bens registaram um aumento acumulado na ordem dos 9,9%. Já A variação homóloga situa-se em 17,90%, registando um decréscimo de 1,08 pontos percentuais com relação a observada em igual período do ano anterior. As províncias que registaram maior aumento foram: Luanda e Lunda Norte com 1,47% cada, Cuanza Norte, Lunda Sul e Namibe com 1,40% cada.

As províncias com menor variação foram: Zaire com 1,00%, Bié com 1,09%, Cunene com 1,12%, Cabinda com 1,25% e Malanje e Moxico com 1,26% cada. No mês anterior os preços foram fortemente influenciados pela entrada em vigor do novo tarifário de água. De acordo com o INE, a classe “Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis” foi a que registou o maior aumento de preços com 2,75%.

Neste segmento, o preço do consumo de energia eléctrica variou 45,6% pressionando o crescimento de toda classe. Esta actualização dos tarifários dos serviços de electricidade, decorre de uma medida estrutural de gestão macroeconómica, que passa por garantir, que os subsídios beneficiam efectivamente os segmentos mais vulneráveis da população, contrariamente ao que vinha sucedendo até aqui.

As novas tarifas introduziram mecanismos de protecção dos consumidores com menores rendimentos, para além de outras medidas de protecção social, que estão a ser adoptadas pelo Executivo. Inflação se mantém abaixo da média anual. Apesar de Julho registar o maior aumento desde o início do ano, está variação não teve forte impacto na média anual, ou seja, em termos acumulados a inflação está fixada em 8,4%, o que representa uma média mensal de crescimento na ordem de 1,2%.

Comparativamente a meta anual da inflação de 15% fixada pelo Estado no Orçamento Geral do Estado, OGE, cuja média de crescimento mensal é 1,25%, os dados do INE para Julho encontram-se abaixo do programado. Entretanto, o sector das telecomunicações encontra-se em fase de actualização de preços que decorre desde junho, altura em que os tarifários aumentaram 25% e em Setembro terá nova subida de preços na ordem dos 13%, totalizando 38% em três meses.

Especta-se que este aumento venha ter impacto na média mensal a partir do final do terceiro trimestre. Em termos homólogos a variação situa-se em 17,59%, registando um decréscimo de 1,92 pontos percentuais com relação a observada em igual período do ano anterior. Esta tendência verifica-se desde junho de 2018.

A desaceleração da taxa de inflação permitirá o alcance do objectivo primário do BNA. O quadro operacional para a política monetária do BNA estabelece como objectivo primário, a garantia da estabilidade de preços, que é definida como uma meta de inflação de médio e longo prazo inferior a um dígito. Ler mais na edição em papel.