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Portugal: Bancos deram 967 milhões em crédito à habitação em Julho

Esta subida acontece quando passa um ano da entrada em vigor dos novos limites à concessão de crédito introduzidos pelo Banco de Portugal.

10 Set 2019 / 13:13 H.

O “travão” começou a ser aplicado em julho de 2018, com um instrumento de três tipos de limites conjugados entre si.

“Os volumes de novas operações para habitação, consumo e outros fins totalizaram 967, 515 e 183 milhões de euros, respectivamente. O montante das novas operações de empréstimos ao consumo representa um máximo histórico”, diz o Banco de Portugal na sua nota de informação estatística relativa a Julho de 2019.

Esta subida acontece quando passa um ano da entrada em vigor dos novos limites à concessão de crédito introduzidos pelo Banco de Portugal. O “travão” começou a ser aplicado em julho de 2018, com um instrumento de três tipos de limites conjugados entre si.

O rácio entre o montante do empréstimo e o valor do imóvel dado em garantia (LTV) deve ser de “90% para créditos para habitação própria e permanente”; “de 80% para créditos com outras finalidades que não habitação própria e permanente”; e de “100% para créditos para aquisição de imóveis detidos pelas instituições e para contratos de locação financeira imobiliária”. A referência para o valor do imóvel é “o mínimo entre o preço de aquisição e o valor de avaliação”. Outra linha de defesa é o “rácio entre o montante da prestação mensal calculada com todos os empréstimos do mutuário e o seu rendimento” (DSTI), que não deve ultrapassar os 50%. No cálculo do peso das prestações deve ser incluído o efeito de subidas de juros no futuro e de menor rendimento disponível a partir dos 70 anos. Existem exceções a essa regra. Os bancos podem atribuir até 5% do total de crédito num ano a clientes que ultrapassem um DSTI de 60%. Um quinto dos empréstimos pode ir para mutuários com um DSTI até 60%.

O Banco de Portugal quer também prudência com os créditos de prazos mais longos e por isso quer um limite na maturidade original dos empréstimos de 40 anos com uma “convergência gradual para uma maturidade média de 30 anos até final de 2022”, tal como noticiou na altura a Lusa.