EUA lançam investigação a impostos sobre tecnológicas americanas

Donald Trump deu ordens para a abertura de uma investigação sobre o imposto planeado por França para os gigantes da tecnologia, uma medida que pode resultar numa retaliação ao nível das tarifas.

EUA /
11 Jul 2019 / 15:31 H.

Os Estados Unidos mostram-se intrigados com um plano francês que poderá passar para um aumento das taxas nas grandes empresas tecnológicas, segundo conta a “BBC”, esta quinta-feira.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu ordens para a abertura de uma investigação sobre o imposto planeado pela França para os gigantes da tecnologia, uma medida que pode resultar numa retaliação ao nível das tarifas.

Um representante da área comercial norte-americana afirmou que os Estados Unidos estão “muito preocupados” com o facto deste imposto “atingir as empresas americanas de maneira injusta”. Por sua vez, a França argumenta que essas empresas exploram actualmente as lacunas fiscais globais.

Esta quinta-feira, o parlamento francês deverá aprovar uma taxa de 3% sobre as receitas feitas por empresas como Google e o Facebook em território gaulês. O novo imposto deverá ser aplicado retrospectivamente a partir do início de 2019, com valores a rondar os 400 milhões de euros já este ano.

Qualquer empresa digital cuja receita seja superior a 750 milhões de euros, dos quais pelo menos 25 milhões sejam facturados em França estarão sujeitos a este imposto.

O inquérito norte-americano poderá abrir caminho para tarifas punitivas, que Donald Trump impôs em várias ocasiões desde que assumiu o cargo. As investigações anteriores lançadas por Washington cobriram as práticas comerciais da União Europeia e da China.

A última consulta foi bem recebida pelo presidente do Comité de Finanças do Senado republicano, Chuck Grassley, e pelo senador Ron Wyden, democrata sénior do painel.

“O imposto sobre os serviços digitais que a França e outros países europeus estão a adoptar é claramente proteccionista e tem injustamente como alvo empresas americanas de uma maneira que vai custar vários empregos nos Estados Unidos e prejudicar os trabalhadores americanos”, disseram ambos num comunicado conjunto.