BPI considera “pouco provável” reduzir este ano participação em Angola

O presidente executivo do BPI, Pablo Forero, disse que é “pouco provável” reduzir já este ano a participação que o banco tem no Banco de Fomento de Angola (BFA), uma vez que o processo é complexo.

Angola /
07 Fev 2019 / 11:57 H.

“Se vai acontecer em 2019? É impossível de dizer, normalmente estas coisas demoram bastante tempo, é pouco provável que possa acontecer em 2019”, disse Forero, aos jornalistas na conferência de apresentação dos resultados de 2018.

O gestor espanhol acrescentou, contudo, que continua a trabalhar na redução da participação de 48% do BPI no BFA, mas que está “tranquilo” uma vez que Frankfurt não definiu prazos para essa operação.

Também hoje, na apresentação dos resultados do CaixaBank em Valência, o presidente executivo do grupo espanhol, Gonzalo Gortázar, referiu que o BPI espera reduzir a participação no BFA “quando chegar o momento” oportuno.

Apesar de referir que o BFA “continua a ser um banco com resultados magníficos, num país que está a melhorar muito”, considerou que a participação actual que o BPI tem no BFA “não corresponde ao nível de influência” que o grupo espanhol tem agora, “nem a que terá no futuro”.

Dizer que o BPI tem 48,1% do BFA desde o início de 2017, quando vendeu 2% do banco angolano à operadora Unitel, mas tem uma recomendação do Banco Central Europeu (BCE) para reduzir ainda mais a operação no mercado angolano.