“Fems, Força e Acção”: O grito de guerra do empoderamento económico das mulheres

O programa de formação para mulheres empreendedoras - “Femtech” - teve origem na África do Sul em 2012, e já foi implementado em vários países a nível regional como Namíbia, Tanzânia e Moçambique e, agora, foi a vez de Angola.

Angola /
31 Mai 2019 / 11:34 H.

Um total de 20 mulheres terminaram ontem o programa de formação para mulheres empreendedoras - Femtech - na Mediateca de Luanda, aonde as participantes apresentaram os seus negócios numa feira para avaliação e a potenciais investidores. Grande parte dos negócios são nos ramos de restauração da moda.

A iniciativa do evento foi encabeçada pela Acelera Angola, é uma empresa angolana de aceleração e inovação e empreendedorismo, em parceria com a Ideialab de Moçambique e a operadora de telefonia móvel Unitel.

Durante a certificação, a formadora e representante da Ideialab, Sara Fakire, adiantou que as iniciativas o mercado empresarial dá mais oportunidades aos homens do que às mulheres e a iniciativa visa dar força a iniciativas femininas numa sociedade difícil como a africana.

Já a directora da Unitel, Eunice de Carvalho, vincou que o empoderamento económico das mulheres é uma das responsabilidades corporativas da operadora móvel. “Focamos nas molheres porque são a maioria da população e porque muitas são lideres de família que criam os nossos futuros potenciais clientes”, enfatizou.

O responsável da Acelera Angola, José Carlos dos Santos, explica que têm como visão estimular o crescimento económico e tecnológico através de modelos mais criativos e diferentes para mudar o país, o continente e o mundo, levando empreendedores a expandir novos horizontes. “Dentre as diversas vertentes em que a Acelera Angola opera, a incubação/aceleração de startups e PME’s é um dos veículos que usamos para impulsionar o empreendedorismo a nível nacional”, aclara.

O Femtech é um programa teve origem na Africa do Sul em 2012, e já foi implementado em vários países a nível regional como Namíbia, Tanzânia e Moçambique e agora pela primeira vez em Angola.