Guerra comercial China/EUA domina cimeira do G20 na Argentina

Um dos pontos de maior interesse e incógnita no encontro anual do G20, que decorre em Buenos Aires hoje e sábado, é a forma como o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o da China, Xi Jinping, se relacionarão, quando se reunirem a sós e quando na cimeira a 20 discutirem as relações comerciais a nível global.

30 Nov 2018 / 10:34 H.

Nos últimos dias, Donald Trump provocou uma escalada verbal na guerra comercial, ao anunciar que a atitude intransigente da China levaria os EUA a estenderem o âmbito do incremento de taxas alfandegárias sobre os produtos chineses.

O governo de Pequim reagiu de imediato, anunciando aumentos tarifários sobre produtos oriundos dos EUA, mas também dos países aliados dos norte-americanos.

Na mesma ocasião, Trump admitiu que a reunião importante em Buenos Aires seria com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Ainda assim, o conflito entre a Rússia e a Ucrânia será um dos pontos quentes da cimeira, com vários dirigentes a procurarem perceber a posição russa, depois de a Ucrânia já ter pedido reforço militar da Nato na região.

Buenos Aires será o palco do primeiro encontro entre a primeira-ministra britânica, Theresa May, e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Fará parte da cimeira Mohammed bin Salman, herdeiro da coroa da Arábia Saudita, suspeito de autoria moral do assassínio do jornalista Jamal Khashoggi, cuja investigação ainda decorre.

Para já, estão marcadas duas reuniões bilaterais sobre este tema com Mohammed bin Salman, uma com o Presidente Putin e outra com o Presidente francês, Emmanuel Macron.

A cimeira vai decorrer debaixo de um forte dispositivo de segurança, depois de vários grupos de activistas da Argentina e internacionais terem anunciado que se preparam para realizar protestos junto das instalações do encontro.

Criado em 1999, o G20 é um fórum que reúne governos e bancos centrais das 20 maiores economias mundiais (19 países e a União Europeia).