Fundador da WikiLeaks rejeita ser extraditado para os EUA

Depois de ter sido condenado a 50 semanas de prisão no Reino Unido, o fundador de WikiLeaks recusou-se a ser extraditado para os Estados Unidos onde enfrenta acusações de pirataria informática e pode ficar preso até cinco anos. O tribunal britânico vai agora decidir se extradita ou não Julian Assange.

02 Mai 2019 / 18:30 H.

“Eu não me quero render à extradição. Sou um jornalista que está a receber muitos, muitos prémios e a proteger muitas pessoas”, disse Julian Assange, citado pela agência.

Depois de, na quarta-feira, ter sido sentenciado a 50 semanas de prisão no Reino Unido por violação de uma medida de coacção, Julian Assange enfrentou hoje a primeira audiência relativamente à eventual extradição para os Estados Unidos.

As autoridades norte-americanas pediram a extradição de Assange, detido na embaixada do Equador em Londres a 11 de abril, e acusou-o de conspiração por cometer pirataria informática, com pena máxima de cinco anos.

A audiência foi realizada através de uma videochamada entre o tribunal de Westminster e a prisão britânica onde se encontra depois de ter sido detido, sobre se concordava em ser extraditado. Assange sublinhou que não se quer render à extradição. O caso foi adiado até 30 de maio para uma audiência processual, com uma outra prevista para o dia 12 de junho.