Internet substitui televisão e rádio tradicional

O número de pessoas que acedem à televisão e rádio através de dispositivos móveis na China aumenta, cada vez mais, o que torna a internet a base tecnológica das novas mídias, admitiu segunda-feira, em Beijing, o gerente geral da Rádio, Televisão e Internet daquele país asiático, Zeng Qingjun.

Proferindo uma palestra subordinada ao tema “Desenvolvimento de novas mídias chinesas e a integração de redes de telecomunicações, redes de tv a cabo e internet”, inserida no seminário de formação para jornalistas lusófonos, o responsável disse que na China os jovens assistem cada vez mais televisão com recurso a dispositivos móveis, substituindo os ecrãs tradicionais.

Evocou que a rádio e televisão tradicional na China estão a ficar para os mais velhos, em especial, os reformados e desempregados, enquanto a juventude opta pelas novas tecnologias como telefones de última geração, tabletes e computadores para estar informada do que acontece no seu país ou no mundo.

Como explicou o responsável, isso deve-se ao facto de que o público hoje em dia emigrou para internet, logo “a rádio e televisão têm de acompanhar essa dinâmica sob pena de ficarem atrás”.

Zeng Qingjun realçou, também, que na Noruega a transmissão de rádio FM desapareceu, tendo a internet passado a ser o principal meio de acesso dos ouvintes. E outros países da Europa do norte vão igualmente deixar de comunicar desta forma, avisa ele.

“A população já não precisa mais desta forma de comunicação”, referiu, salientando que a rádio FM já não é tão importante na vida como antigamente.

Nesse contexto, admite que a tecnologia actual como 4G, com serviços de telefonia, rádio e televisão tem estado a facilitar grandemente o desenvolvimento da imprensa porque a emissão dos conteúdos numa só rede faz com que os mídias tradicionais imigrem, sem sobressaltos, nas redes móveis.

A Angop apurou que na China, os serviços de informação por internet têm um impacto grande, daí que a CCTV (televisão central da China) criou a CNTV (televisão por internet) que produz e emite em mais de 50 canais, conteúdos diversos na internet.

A CNTV tem uma produção de 700 vídeos por dia e uma média de 20 milhões de visualizações.

Até 29 de Agosto, 35 profissionais da comunicação social de Angola, Brasil, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné Bissau participam no seminário com o fim de se inteirar do funcionamento da mídia local, no âmbito da cooperação sino-lusófona.

 

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