Incubadora da Católica vai lançar novos empreendedores

Por Mateus Maquiadi

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Incubadora da Universidade Católica de Angola (INCUCAN) está a preparar três novos empresários para serem lançados no mercado empresarial no próximo mês, informou a sua directora, Josiane da Costa.

A incubadora tem como objectivo trabalhar no processo de desenvolvimento de pequenas empresas e contribuir para redução da taxa de mortalidade das empresas. Actualmente trabalha com cinco empresas dos seguintes sectores: farmacêutico, estética, saúde e nutrição, transporte e o do turismo.

Destas , as do sector de transporte, turismo e farmacêutico serão lançadas no próximo mês, enquanto as do sector de saúde e estética já haviam começado a sua actividade antes de terem entrado na incubadora. Adolfo Pacheco, mentor do projecto de nutrição, afirma que sentiu a necessidade de aderir à incubadora porque tinha dificuldades de se afirmar no mercado, levar a nutrição à comunidade, bem como dificuldades ligadas à publicidade e plano de financiamento. Ângela Solange e Ivone Mateus, que têm um negócio de estética, entraram na incubadora para buscar ajuda no sentido de ganhar experiência e se afirmarem no mercado. Contam também que têm beneficiado muito com a formação dada pela INCUCAN.

Josiane da Costa afirma que as empresas dentro da incubadora precisam de, no mínimo, seis meses para entrarem no mercado e começarem a exercer a sua actividade. No entanto, as empresas estão neste momento a passar por um processo de incubação, formação, aceleração e de consultoria que já dura, em média, cinco meses, o que significa que é muito provável que no próximo mês o mercado conte com três novos empreendedores com preparação para se afirmarem no sector de actividade. A INCUCAN recebe negócios de base tradicional e tecnológica, ou seja, negócios que habitualmente não têm características inovadoras mas que podem acrescentar valor aos negócios de base tecnológica que trazem inovação. De acordo com a fonte, antes da recepção do negócio, faz-se um estudo de viabilidade para se saber se o projecto é ou não viável e se está preparado para se integrar no mercado.

Fontes de financiamento e cooperação

Questionada sobre como a incubadora se financia, Josiane da Costa disse que a principal fonte de financiamento são as taxas de participação mensais, ou seja, as empresas e os empreendedores que querem ser incubados devem pagar um valor mensal para além de outros serviços que a INCUCAN oferece. Acresce também que a taxa de participação varia de acordo com o serviço e depende de se tratar de um microempreendedor, que paga no mínimo 20 mil e no máximo 50 mil, microempresa, que paga 30 mil no mínimo e 70 mil no máximo, e pequena empresa, que paga 50 mil no mínimo e 90 mil no máximo.

Para além do processo de incubação em que a INCUCAN disponibiliza um espaço para o empresário se instalar e receber todo o tipo de apoio para sobreviver no mercado, existem ainda outros serviços, dos quais se destacam a aceleração, em que a própria incubadora constrói o projecto e procura investidores para financiar o projecto, a consultoria (interna e externa) dada aos empresários que estão incubados e também aos de fora, e um outro serviço é a formação que é dada ao pessoal interno e externo. Em termos de parcerias, a directora da incubadora informou o Mercado de que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a petrolífera Total entraram em contacto no sentido de estabelecer parcerias e um provável financiamento.

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