Metade dos combustíveis em Angola está armazenada no mar

Metade dos 700 mil metros cúbicos de derivados de petróleo existentes em Angola está armazenada em reservatórios flutuantes, em vez dos ‘stocks’ em terra, um mecanismo mais eficaz para minimização de custos, disse hoje fonte do sector.

Segundo o director-geral do Instituto Regulador de Derivados de Petróleos (IRDP), Manuel Ferreira, a entrada de novos operadores no setor de logística destes produtos, entre eles a Sonangalp, luso-angolana, e a Pumangol, poderá ser uma das medidas para que os ‘stocks’ em terra possam aumentar, por ser mais barato.

O responsável, que falava à imprensa no final de uma visita de trabalho às instalações da base logística da Pumangol, nos arredores de Luanda, referiu que, para reverter actual situação, o IRDP está a trabalhar com os operadores do sector (Sonangol e Pumangol) no sentido de transformar o ‘stock’ flutuante em armazenagem em terra, visando a minimização de custos.

Segundo o director, os operadores estão “plenamente de acordo” com a medida para a concretização do objectivo.

Quanto à entrada de novos operadores no segmento de logística, Manuel Ferreira disse que o sector está a trabalhar na proposta de revisão do actual quadro jurídico, que dá exclusividade a Sonangol Logística de desenvolver esta actividade, para que outros actores, como a Pumangol e a Sonangalp, também exerçam a mesma função.

Referiu que a proposta de revisão desta lei será entregue, através do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleo, ao Presidente de Angola, João Lourenço, antes do final deste ano.

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