Governo recua e decide fechar a Tecnotúnel

O Executivo revogou a privatização da antiga empresa pública Tecnotúnel e aprovou a sua liquidação por considerar que não apresentava razões para pertencer ao sector público.
A “não efectivação da privatização aprovada” em 1997 e o “não cumprimento do seu objecto social” revelam não existir “razões estratégicas” para a manutenção da empresa no sector empresarial público, lê-se no despacho presidencial, a que a Lusa teve acesso, de 28 de Agosto, assinado pelo Presidente João Lourenço.

A liquidação da empresa, criada em 1983, estará à responsabilidade do IGAPE – Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado, e deverá terminar no prazo de dois anos.

Desde o início da década de 1990 que a Tecnotúnel, empresa estatal de construção de edificações pré-fabricadas, enfrenta dificuldades em conseguir completar a privatização.

Em 1997, um decreto executivo conjunto dos Ministérios das Finanças e das Obras Públicas e Urbanismo determinava a transformação da Tecnotúnel numa sociedade comercial e a sua privatização.

No documento constava que a empresa seria dividida por três entidades, com a NARA – Sociedade de Investimentos a ficar com 70% da participação, no entanto a situação não se verificou e o Governo desanexou património da Tecnotúnel.

Em 2015, um decreto executivo conjunto dos Ministérios da Economia e da Construção estabeleceu a desanexação e privatização de um acampamento residencial com 1.758 metros quadrados no distrito de Ingombota, em Luanda, então um dos ativos da empresa Tecnotúnel.

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