Produção no Angola LNG longe de atingir capacidade instalada

A produção anual da fábrica de processamento do gás liquefeito Angola LNG, localizada no município do Soyo, província do Zaire, é de cerca de 5,2 milhões de toneladas de metros cúbicos de gás natural, mas a unidade produz, actualmente, abaixo desta capacidade instaladora.

A afirmação é do ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, quando falava quinta-feira à imprensa, na cidade do Soyo, no final da sua visita de trabalho de algumas horas às unidades afectas ao sector.

O governante justificou a baixa produção à reduzida quantidade de gás natural que chega à fábrica proveniente das plataformas que exploram petróleo na região, entre outros motivos que não revelou.

“A fábrica ainda não está a recolher, processar e comercializar de acordo com as suas capacidades instaladas”, reiterou o ministro, que defendeu a necessidade da criação de condições para que a mesma possa receber mais gás natural, a sua principal matéria-prima.

Para o efeito, considerou serem necessários mais investimentos na abertura de mais poços de petróleo neste bloco, com vista ao aumento do gás natural a ser canalizado à referida fábrica para que possa atingir os seus reais níveis de produção.

“Este é um desafio que o projecto Angola LNG e o país em geral têm de assumir, para que se atinja a capacidade e se mantenha a estabilidade do projecto para um bom e longo período de tempo”, referiu, tendo destacado o interesse manifestado pelos responsáveis da empresa em reduzir os custos de produção para a melhoria da eficiência.

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