Governo apela ao papel dos empresários na diversificação da economia

O ministro da Economia e Planeamento disse esta terça-feira, em Luanda, que as empresas e os empresários são as “peças determinantes” para a diversificação económica, que Angola almeja, sendo este um processo de dinâmica permanente.

Pedro Luís da Fonseca discursava na abertura da 34.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), que arrancou hoje, na Zona Económica Especial Luanda/Bengo, e decorre até sábado, com a participação de mais de 370 empresas, das quais 260 angolanas e cerca de 40 portuguesas.O governante que refletia em torno do lema da FILDA “Diversificar a Economia, Desenvolver o Setor Privado”, questionou se a diversificação da economia é uma condição ‘sine qua non’ para desenvolver o setor privado ou se empresários e empresas é que devem possuir estratégias próprias de afirmação, competitividade e de diversificação da sua atividade. “Ou será o desenvolvimento e fortalecimento do setor privado uma trave-mestra da diversificação?”.
Para Pedro Luís da Fonseca, “a diversificação é um processo de dinâmica permanente, sem começo, nem fim”. O titular da pasta da Economia e Planeamento referiu que esta edição da FILDA acontece numa altura em que decorre a apresentação aos diferentes agentes da sociedade.
Sobre a realização desta edição, fora do tradicional local deste evento, Pedro Luís da Fonseca referiu que “parece que continuam criadas as condições de atratividade de empresários e empresas”, face à forte presença de empresas. “Agora que, ao que tudo indica, os sintomas mais inibidores da crise económica e financeira de 2014 se começam a diluir”, disse.A edição de 2018 tem a particularidade de decorrer numa área de 28.000 metros quadrados, a 30 quilómetros do centro de Luanda, com a organização a esperar por mais de 6.000 pessoas por dia, entre estudantes, profissionais e empresários. A edição de 2017 realizou-se no final de julho, em plena marginal junto à baía da capital angolana, juntando cerca de uma centena de empresas. Em 2016, a crise levou mesmo ao cancelamento do evento, que em anos anteriores chegou a movimentar, enquanto expositores, cerca de 1.000 empresas.
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