Só em 2018 já foram roubados 927 milhões de dólares em criptomoedas

As moedas digitais continuam a “sofrer” com o interesse do mundo do crime. Este método de pagamento também está a ser frequentemente usado na aquisição de serviços online com objectivos criminosos.

Só durante os primeiros nove meses deste ano, foram já roubados 927 milhões de dólares em criptomoedas. Segundo a CipherTrace, os furtos foram concretizados com ataques informáticos, que foram maioritariamente conduzidos para interceptar transferências.

A empresa norte-americana, especializada em cibersegurança, explica, num relatório publicado recentemente, que o número de pequenos furtos (entre 20 e 60 milhões de dólares) também aumentou. No terceiro trimestre do ano, foram roubados 173 milhões de dólares desta forma.

A CipherTrace afirma que a emergência de mais de 1.600 moedas digitais fez despertar o interesse de mais hackers para o mundo das criptomoedas, o que, naturalmente, aumenta o risco de fraude. De acordo com Dave Jevans, CEO da empresa, existem, pelo menos, mais 50% de transacções criminosas do que aquelas que foram identificadas no âmbito da investigação que precedeu este relatório.

Adicionalmente, a ausência de legislação que condene a lavagem de dinheiro digital está a potenciar um mercado paralelo de milhares de milhões. Desde 2009, escreve a tecnológica, já foram lavados mais de 2,5 mil milhões de dólares, apenas em bitcoins, só nas 20 maiores casas de câmbio digitais do mercado.

Uma vez que é possível traçar estas transacções, a CipherTrace concluiu ainda que foram gastas 236.979 bitcoins (1,5 mil milhões de dólares com base na taxa de conversão actual) na aquisição online de serviços com objectivos criminosos.

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