Regras de compliance afastam bancos de África

O vice-presidente do Afreximbank, Amr Kamel, disse hoje à Lusa que alguns bancos internacionais estão a sair do continente não pelos riscos, mas sim pelo preço do cumprimento das regras e devido à pequena dimensão das economias.

Nos anos 90, saíram por causa do risco, mas agora é pelo custo da ‘compliance’, porque o risco não está em África, mas África é sempre apanhada nos problemas do mundo, disse o vice-presidente executivo como pelouro do desenvolvimento dos negócios e banca corporativa.

Em entrevista à margem dos Encontros Anuais do Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank), Amr Kamel defendeu que a saída ou diminuição de operações de algumas das maiores instituições financeiras “deve-se, primeiro, à percepção de riscos altos em termos de cumprimentos das regras e regulamentos (compliance), e segundo porque o tamanho das pequenas economias não faz sentido para uma filial de um banco que vive de pequenas margens em grandes volumes”.

As multas por falhas no cumprimento das regras definidas pelos reguladores internacionais são demasiado caras, argumenta o banqueiro: “A ‘compliance’ é muito cara, especialmente com o tipo de multas que um banco recebe se for apanhado a, por engano, financiar um cliente que está numa qualquer lista proibida”.

 

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