Big five absorvem quase metade dos resultados cambiais

Por: Rúben Ramos 

Os cinco maiores bancos do sistema bancário nacional concentram cerca de 48% dos resultados provenientes das operações cambiais, apurou o Mercado baseando-se no estudo da consultora Deloitte intitulado “Banca em Análise/ 2018”.

O Banco Angolano de Investimentos (BAI) foi, de longe, o que melhor resultado apresentou, tendo verificado um crescimento de 44%, passando de 18 mil milhões Kz em 2016 para 26 mil milhões Kz em Dezembro de 2017. No caso do Banco de Fomento Angola (BFA), os resultados cambiais, em 2016, ascendiam a 17,7 mil milhões Kz, passando para 10,1 mil milhões Kz no ano passado, uma queda de 7,6 mil milhões, ou (-41%).

Para o Banco de Poupança e Crédito ( BPC) os resultados foram significativos, que passaram de cerca de 3 mil milhões Kz para os expressivos 5 mil milhões Kz, implicando um crescimento na ordem dos 67%, constatou o Mercado. A fechar o Top 5, surgem os Bancos Millennium Atlântico (BMA) e BIC, ao registarem crescimento na ordem dos (-70%) e (90%), respectivamente. Dentre os bancos analisados pelo nosso jornal, o BPC foi o que apresentou maior crescimento, já o BAI foi o que mais lucrou com as supracitadas operações.

Recorde-se que Angola, desde finais de 2014, enfrenta constrangimentos macroeconómicos cujos efeitos sistémicos acabaram por afectar o sistema bancário, obrigando os bancos comerciais a apostarem em medidas que protegessem os seus resultados. Em termos globais, em 2017, a banca lucrou cerca de 100 mil milhões Kz, menos três mil milhões Kz que o verificado no ano transacto, uma variação de aproximadamente (-3%), apurou o Mercado.

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