BNA mantém incentivos ao crédito e investimento

Por: Rúben Ramos 

O Comité de Política Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola (BNA) decidiu manter inalterada a Taxa BNA em 16,5%, bem como a taxa de juro de Facilidade Permanente de Absorção de liquidez em 0%, e os coeficientes de reservas mínimas obrigatórias em moeda nacional e estrangeira em 17% e 15%, respectivamente.

Esta decisão visa incentivar o mercado creditício nacional e potenciar o investimento privado. O comportamento decrescente da taxa de inflação homóloga nacional pelo 12.º mês consecutivo, e da evolução da base monetária, constituíram factores decisivos para a manutenção desta política, transmitindo sinais positivos e satisfatórios para a economia real.

A título de exemplo, durante mês Agosto do corrente ano,observou-se um aumento de cerca de 26,7% dos montantes transacionados, perfazendo um total de 1,04 biliões Kz. Já a LUIBOR, na maturidade Overnight, situou-se 1,25 pontos percentuais abaixo do verificado no início do ano, isto é, 17,77%.

No mercado de crédito, a realidade foi digna de destaque, observando-se uma ampliação mensal do crédito em moeda nacional de 1,57%, ressaltando que o crédito concedido à economia em moeda nacional cresceu em cerca de 2,81%.

O economista Edmilson Tavares considera positiva a manutenção das taxas de Juro, mas alerta para os perigos decorrentes da criação da Recredit. “Com a criação da Recredit, os bancos terão, por um lado, a tendência de ceder mais crédito, por outro, a compra do crédito malparado de todo o sistema acarretará imensos riscos”. “Assim, a taxa BNA e os coeficientes de reservas mínimas obrigatórias deveriam ser mais elevadas, de modo a desincentivar o aumento do crédito, visto que, em caso de incumprimento, a Recredit trataria de adquirir todos os activos tóxicos do mercado”, alerta.
Segundo

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